Abstract
A dupla natureza – inclusiva e exclusiva – da cidadania tem justificado uma importante reflexão sobre a relação entre democracia, identidade e imigração, reconhecendo‐se que os imigrantes são frequentemente excluídos de direitos de cidadania e exortando‐se à sua inclusão. Este debate tem tido repercussões nas políticas europeias e nacionais sobre a imigração, e na importância atribuída ao estímulo à participação dos imigrantes, em geral, e dos jovens, em particular. Neste trabalho confrontam‐se os discursos dos normativos de vários organismos portugueses com os discursos de jovens imigrantes sobre as suas oportunidades e experiências de participação cívica e política.